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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SCA




A SIMPLES COMPLEXIDADE DO AMOR

Vivemos todos debaixo de um mesmo céu e podemos, se usarmos "os mesmos olhos", ver as mesma estrelas, com o mesmo enquadramento, em locais separados por milhares de quilómetros. É isso o amor. É essa simples complexidade que o torna tão especial. Ter algo, que não sabemos bem o quê, que nos liga, algo que nos mantém em sintonia e alimenta um sentimento maior, único e imensamente belo. Infelizmente, vivemos um tempo de completa desconsideração pelo Amor. Desprezamo-lo de tanto o relativizarmos. Banalizamo-lo ao limite! Porque o amor por si só gera reações, exaltação e energia que cria laços, desfaz barreiras, junta o inimaginável e liga cenários de uma beleza superior como o céu estrelado numa noite quente de verão. Contudo, deve ser analisado na proporção da sua beleza e complexidade, numa dimensão e com uma atenção que a nossa sociedade consumista e descartável, já não perde tempo a fazer. Porque hoje se pensa que se pode amar pelo facebook ou numa noite de discoteca. Não! O amor é complexo demais para essa futilidade. É de uma complexidade tal que a capacidade de descodificar a sua teia caótica de sentimentos só é concedida a alguns.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Turismo. Estamos à espera de quê?



Turismo.
Estamos à espera de quê?

O turismo é uma atividade cada vez mais mediatizada e muito em voga nos dias de hoje. No entanto, nem sempre tem sido corretamente abordada, sendo ainda vulgarmente vista como uma moda passageira tida como elitista e restrita, facto que acaba por nos desviar da reflexão que se impunha. Seria importante analisar a sua génese, bem como os factos a ela associada, de forma a perceber de que forma poderá contribuir positivamente para a nossa sustentabilidade.
Deixando de parte para outra reflexão a definição de turismo e as várias “modalidades”, o turismo, tal e qual o concebemos hoje, apenas foi possível graças a uma série de mudanças económicas, sociais, político-legais e tecnológicas de fundo.
Em primeiro lugar, é inegável que, a partir do séc. XVII começámos a “desenhar” uma nova percepção do ser humano e a instaurar novos valores éticos. Instaurámos um horário de trabalho, em alternativa ao horário solar, o que acrescentou algum tempo livre para a criação de novos padrões, nomeadamente uma certa cultura urbana de burguesia e intelectualidade - um ócio construtivo. A paz do pós-guerra veio proporcionar uma série de alterações socioculturais até então impensáveis. O fordismo permitiu uma maximização do trabalho através de um crescimento da produção e diversificação de padrões de consumo, aumentando o rendimento das famílias e o tempo disponível para férias. Mais recentemente, com a França como percussora, assistimos a uma série de reivindicações apoiadas em vários movimentos de emancipação social (ex. Maio de 69), e sindicais que contribuíram para a instauração de uma série de regalias até então inexistentes sendo a principal, o direito a férias remuneradas. Assistimos com tudo isto a uma natural democratização do turismo, sendo hoje visto mesmo como algo de imprescindível para o normal decorrer do trabalho.
Por outro lado, e em complementaridade, deram-se enormes avanços em duas áreas, muito relacionadas entre si. Por um lado nas infra-estruturas de comunicações, quer rodoviárias, quer ferroviárias, e por outro nos meios de transporte, em que a enorme evolução na indústria aeronáutica, nomeadamente no motor a jacto, funcionou como o grande propulsionador da difusão do turismo como atividade mundial e globalmente acessível.

A génese do Turismo está então associada a climas de alguma convulsão social, movimento e mudança. Talvez por isso seja hoje, sem dúvida, a maior e mais pujante atividade a nível mundial. Isso reflete-se na criação de emprego e na geração de riqueza, sendo este sector responsável por empregar 231 milhões de pessoas em todo o mundo, o que significa, segundo dados do World Travel & Turism Council, 8,3% do total do emprego a nível mundial, 9,3% dos investimentos internacionais, 12% das exportações e 3,6% do PIB mundialOs turistas são responsáveis por 10,2% do consumo mundial. Estima-se que em 2005, a nível de acomodações, tenham sido gerados 680 mil milhões de dólares. Notável é ainda a extraordinária capacidade de regeneração do Turismo. Após a crise global de 2009, a atividade turística a nível mundial subiu 6.6% em relação ao ano anterior. De acordo com a previsão do World Tourism Organization, os 842 milhões de turistas de 2006 terão praticamente duplicado para 1.6 biliões em 2020 e prevê-se a extraordinária marca de 12% do PIB mundial até à data 2017.

Portugal, estamos à espera de quê?

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Alentejo, crónica de uma tragédia anunciada - Parte III


Após séculos de erradas e aniquilantes políticas ambientais, agrícolas, de valores e tudo mais que lhe queiramos chamar, surge como que num golpe de génio, a solução para o Alentejo: ALQUEVA. Esta barragem tinha como objetivo criar uma retenção de água que permitisse alagar cerca de 120he de campos agrícolas e dessa forma contrariar a desertificação do solo, prosperando-o. No entanto, os iluminados engenheiros hidráulicos não tiveram em conta a orografia do território. Assim, para a água ser drenada para as zonas com maior necessidade era preciso fazê-la subir através de estações elevatórias, hipótese que, pelos elevados custos associados, foi prontamente abandonada. Então optou-se pela pior das soluções: Redirecionar a água para uma cota mais baixa, coincidindo com uma zona extremamente rica em argila. Assim, como zonas extremamente impermeáveis que são, é óbvio que a água não se consegue infiltrar como era desejado. É inevitável! Estes solos não são solos que consigam reter grandes quantidades de água. É a sua natureza e aí não há nada a fazer. Dessa forma, e acumulando-se à superfície, esta acaba por se evaporar e por deixar na terra apenas os seus sais mineraisO que está a acontecer agora? Terras que sempre foram férteis desde a pré-história estão a ser queimadas pelos sais minerais resultantes da evaporação da água. É ancestralmente conhecido que o sal é deitado à terra para não fazer crescer uma única erva daninha. Daqui a 2 décadas, à semelhança do que acontece já no sul de Espanha, aquela zona será considerada “deadzone”, vítima de uma desertificação por salinidade. Mas, mais que isso eu diria, por insanidade mental daqueles que a provocaram.


FIM


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Alentejo, crónica de uma tragédia anunciada - Parte II




De modo a permitir a entrada e proliferação do homem e da sua atividade, foi necessário arrasar, ao longo dos tempos, a milenar floresta Alentejana, através de sucessivos processos de desbaste e do fogo. Durante a era do carvão vegetal, o Alentejo apresentava-se como um exportador de excelência. A Grã-Bretanha viu o seu potencial industrial crescer à nossa custa com um carvão de qualidade (azinho e sobro), leve (fácil transporte) e muito explosivo (alta eficiência). Mais tarde, com o Estado Novo e a Campanha do Trigo, iniciada em 1929, pretendia-se "dignificar a indústria agrícola como a mais nobre e a mais importante de todas as indústrias e como primeiro fator de prosperidade económica da Nação". Através de incentivos e subsídios destruiu-se tudo o que se tinha para criar uma nova monocultura: trigo. Com a queda do regime e a consequente Reforma Agrária surgiu a necessidade de proceder a uma “renovação” ao nível dos solos e culturas, de forma a corrigir erros do passado, dizia-se. Assim, numa política de cooperação intercomunitária, a Polónia contribuiu com alfaias agrícolas que apoiaram esse processo. Acontece que, o coberto vegetal Polaco é substancialmente maior que o do Alentejo logo, a maquinaria que viria auxiliar possuía um calibre muito superior ao necessário e, portanto, o resultado foi trágico. As terras violentamente remexidas acabaram por deixar uma imagem árida de rocha e cascalho à superfície enquanto o solo rico em nutrientes era afundado. Como é natural, a fertilidade dessas terras começou a cair abruptamente. Quando se pensaria que não era possível piorar mais, eis que se iniciou a plantação da única espécie ainda capaz de crescer naqueles solos e os esgotar até à exaustão: o Eucalipto.


(continua)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Alentejo, crónica de uma tragédia anunciada - Parte I


Pode parecer estranho mas, outrora, o Alentejo foi uma área de floresta monumental, florescente e quase impenetrável. Desde o neolítico que povos sedentários escolheram esta zona para se fixarem e daí extrair o seu sustento, tal era a riqueza dos seus campos e a abundância de caça. Fenícios fomentaram aí trocas comerciais e a par dos Gregos trouxeram conhecimento sobre o cultivo de plantas tipicamente mediterrânicas. Os Celtas introduziram novas ferramentas, facto que intensificou o processo de desflorestação e desenvolveu a pastorícia. Com o Império Romano assistimos a uma nova forma de olhar o território através da consolidação da propriedade privada e os direitos sobre a terra, facto que contribuiu igualmente para uma desflorestação e secagem de terrenos alagados, como forma de criar condições para a expansão das áreas cultivadas. Seguiu-se a ocupação Árabe e por fim a reconquista Cristã. O Alentejo foi, desde sempre, um território riquíssimo quer a nível de recursos naturais como de atividade económica, suportado pelas mais variadíssimas influências culturais. Contudo, e assim como a maioria das crónicas trágicas, esta surgiu a par da ganância, no momento em que o homem se convenceu de que não estaria a lucrar tudo o que poderia realmente lucrar ...

(continua)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ensaio sobre a Lucidez



A arquitetura e a forma como é construido o enquadramento legal das questão relacionadas com os recursos naturais e ambientais nem sempre é a melhor. Aliás, a forma como se tenta traduzir numa figura jurídica e para um procedimento institucional, um sem número de conceitos e dinâmicas naturais, acaba quase sempre por ser devastadora. Geralmente optamos por criar leis “fast-food”, de actuação momentânea, fugaz e localizada, acabando por executar medidas avulsas, que permitem atingir metas isoladas com um horizonte temporal curto. Prolongar estes procedimentos por muito tempo poderá conduzir-nos a um ponto sem retorno.
Paralelamente a isso, a nivel nacional, europeu e até mundial comete-se um outro erro de palmatória que teve, tem e terá consequências completamente destruitivas para o equilibro natural mundial. Toda a abordagem integrada, própria da natureza é simplesmente destruida com a criação de um sem número de ministérios no Governo Português, direcções-gerais ao nível da Comunidade Europeia e departamentos no seio das Nações Unidas que irão trabalhar cada um isoladamente numa área específica de atuação.
Esse erro comete-se a desde o momento em que uma instituição de educação guia de forma afunilante uma pessoa para uma Licenciatura Y que tornará a mesma num Engenheiro Y. De seguinda ele tornar-se-á Mestre, brilhante especalista no método A. Mais tarde não contente com isso ele doutora-se e torna-se brilhante especialista no método A que usa a técnica X de forma inovadora como nunca ninguém ousou fazer. Depois disso ele irá ser recrutado para a melhor empresa, lider no seu setor para fazer apenas aquilo, isolado de todos aqueles que estudam outra compenente do grande fenómeno global natural. Não é possivel dividir e ordenar a natureza em departamentos. Quem gere os rios tem de trabalhar em sintonia com quem gere os mares. Quem gere barragens tem de se coordenar com quem gere as orlas costeiras e assim sucessivamente, caso contrário nunca chegaremos a lugar algum. Um exemplo prático disso:
BARRAGENS. Sob um pretexto essencialmente energético, criaram-se nas ultimas décadas 70 mil barragens em todo o mundo. Pois dessas 70 mil estruturas, idealizadas e projetadas pelos mais brilhantes hidráulicos a nível mundial, nenhuma delas dispõe de mecanismos de escoamento do caudal sólido trazido pelas águas. Assim, as areias que se deslocam juntamento com as massas de água ficam retidas nos paredões das barragens e aí se acumulam ao longo do tempo. Tal fato traduz-se numa quase ausência de sedimentos a chegar à foz. Periodicamente, numa natureza virgem, uma grande cheia periodica servia de propolsor para essa camada de sedimentos que se acumulava nos estuários e num único momento era expelida para a orla costeira. As barragens aniquilaram isso. Ao não haver deposição natural de sedimentos nao há o enrocamento da orla costeira através dos cordoes dunares logo não há o consequente reforço da estrutura natural e não é possivel dar-se a tal compensação natural, pelo que temos assistido a um dramático aumento da erosão costeira. 
O caricato é que continuamos a formar intensivamente os mais especializados técnicos. Uns para encontrar soluções para os problemas que os outros provocam. Assim, os técnicos do INAG que gerem as barragens produzem continuamente o problema que os técnicos do Ministério do Ambiente responsáveis pelas orlas costeiras passam a vida a tentar resolver. Será assim tão dificil somar 2+2 ?
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Ribeira do Vascão
Mértola, Portugal

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amphibian's Place - II A ignorância mata


O SER HUMANO. Símbolo de excelência e unicidade a nível cognitivo. O único animal racional. Mas será assim tanto?

O segundo texto da colecção Amphibian’s Place pretende demonstrar a ignorância, discriminação e ingratidão do homem perante os anfíbios. É usual dizer-se que a ignorância mata. Nunca como agora esta expressão se aplicou melhor. Os anfíbios têm um papel importantíssimo nos ecossistemas assim como no equilíbrio de cadeias alimentares e sistemas naturais. Desde há mais de 200 milhões de anos que eles habitam o “nosso” planeta e já a civilização egípcia os reconhecia, fato é que o símbolo hieroglífico para “cem mil” tem a forma de um girino.
Vulgarmente apelidados de horríveis e nojentos, estes delicados animais são um útil aliado do homem no combate e controlo de várias pragas. São benéficos quer para os agricultores, uma vez que combatem pequenos insectos e outros animais que atacam as plantações como também para a saúde pública, já que nos ajudam a controlar a propagação de doenças, por vezes fatais, como a Malária ou Leptospirose, provenientes também dos insectos que caçam. Paradoxalmente ao que seria de esperar, aquele que mais ajudam é o seu principal predador. A nível da investigação médica e científica, algumas secreções cutâneas dos anfíbios possuem propriedades antí-séticas, analgésicas e até anti-cancerígena, que funcionam como fortes aliados no combate a vírus e outros agentes patogénicos. Cada vez mais, trazem novas esperanças na descoberta de cura para várias doenças, entre elas a SIDA.
Apesar de inofensivos, estes animais são constantemente perseguidos e mortos indiscriminadamente. São vulgarmente associados a diversos mitos e superstições, assim como indicados como venenosos e perigosos para o homem. Os anfíbios que temos em Portugal não são venenosos. Alguns possuem alguns mecanismos naturais de defesa mas, com cuidados básicos como lavar as mãos após um eventual manuseamento, são completamente inofensivos para nós. A juntar a isto estas criaturas têm de lutar constantemente contra outros factores decorrentes da acção do homem. Os fogos florestais, a indiscriminada destruição de habitats húmidos e a contaminação das águas contribuem para o facto de 2/3 dos cerca de 6mil anfíbios diferentes que se conhecem estarem ameaçados de extinção. A verificar-se isso, dentro de algumas décadas poderemos assistir à maior extinção em massa desde os dinossauros.
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Sapinho-de-verrugas-verdes, (Pelodytes punctatus)
Ourém

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amphibian's Place



ANFÍBIOS. Este nome gera na maioria das pessoas um sentimento generalizado de repúdio.  O seu aspecto assustador e viscoso não recolhe muita simpática e por vezes, na dúvida é sempre mais seguro pisar ou matar um destes animais, quando com ele somos confrontados. Este é o primeiro de vários tópicos que aqui irei colocar com a finalidade de “lavar” a face desta fantástica classe do reino animal.

Os anfíbios possuem das mais espantosas e interessantes adaptações do reino animal, sendo a desconhecida realidade bem surpreendente em oposição à ficção que deles habitualmente criamos. Até mesmo na comunidade científica, os anfíbios tal como os répteis, foram sempre vistos como formas de vida inferiores e desinteressantes. Felizmente a ciência moderna trouxe à luz a verdadeira essência destes animais excepcionais, dando a conhecer alguns dos seus comportamentos e capacidades extraordinariamente complexas, bizarras e até fraternas. A classe Amphibia é uma classe de vertebrados que existe há mais de 230 milhões de anos e conseguiu conquistar o meio terrestre, colonizando todos os continentes à excepção da Antárctida. Isto tudo, mesmo não tendo a capacidade de produzir calor corporal e possuindo ciclos de vida extremamente complexos. No século XVIII, o famoso cientista sueco Carl von Linné, responsável pela criação do actual sistema de nomeação científica das espécies referiu-se aos anfíbios como criaturas “feias e asquerosas”, reforçando que Deus não se havia esmerado na sua criação. Pretendo agora, desvendar uma parte da secreta vida destes pequenos vertebrados e contribuir para que estas criaturas tão menosprezadas possam ser vistas de outra forma, integrando assim o grupo dos animais mais interessantes e inspiradores que habitam o nosso planeta.
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Charco temporário, palco da mágica transformação dos Anfíbios

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ramsés II



Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia do Império Novo, tendo reinado aproximadamente entre 1279 a.C. e 1213 a.C. O seu reinado foi possivelmente o mais prestigioso da história egípcia a nível económico, administrativo, cultural e militar. Em 1820 foi descoberta por Giovanni Caviglia uma estátua de Ramsés II com cerca de 10m de comprimento. Essa peça, de caliza foi talhada durante o Império Novo do Egipto e encontrava-se originalmente junto ao portão Sul do grande templo de Ptah, em Mênfis, capital de Império do Egipto Antigo. Aquando da sua descoberta, o vice-rei Muhammad Ali ofereceu a escultura ao Museu Britânico mas essa oferta foi recusada já que o seu transporte até Londres configurava uma difícil tarefa. Foi sugerida a sua divisão em vários blocos mas tal ideia foi abandonada, felizmente eu diria. A figura encontra-se, actualmente e de forma permanente no Museu de Mit Rahinah, situado próximo da necrópole de Mênfis, a cerca de 20km do Cairo.
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Estátua de Ramsés II, Mit-Rahina
Egípto

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Guardador de Rebanhos



Por vezes a vida desfigura realidades que apenas nos iludem e desviam do essencial e realmente valioso. Alberto Caeiro apresenta-nos a realidade como ela é. Simples e Verdadeira. Genuína e Sincera. Eis a tua fotografia
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Zona Ribeiinha 'Belém - Cais Sodré'
Lisboa